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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Condenado


O médico Farah Jorge Farah, de 64 anos, acusado de matar e esquartejar a paciente Maria do Carmo em 2003, foi condenado a 16 anos de prisão na madrugada desta quinta-feira (15). O julgamento, que ocorreu no Fórum da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista, começou na última segunda-feira (12).  A sentença que condenou o médico foi lida por volta da 1h desta quinta-feira. Farah Jorge Farah poderá recorrer da decisão em liberdade.
Horas antes da decisão, em cinco horas de interrogatório durante a quarta-feira (14), o médico fez mais uma confissão, com fortes referências a Deus e aos pais. Com uma longa bengala no colo, ele disse calmamente que não tinha lembrança de todos os fatos, alegou que agiu em legítima defesa e não assumiu o esquartejamento.
— Eu vou continuar dizendo até que Jesus volte, eu não tenho certeza da ordem dos fatos.
A principal tese da defesa foi de que o ex-cirurgião estava fora de si e não pode ser julgado pelos crimes que cometeu naquele momento. Farah usou no interrogatório uma voz suave, com o mesmo tom descrito pelos peritos do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), que o declararam lúcido, mas com personalidade "dramática". O réu contou que sentiu vontade de morrer no dia em que matou a vítima. "Ainda tenho vontade de morrer."
— Eu não estava no meu normal e não lembro de nada, nem de colocar os sacos no carro [...] Foi terrível. Não dá pra lembrar, pois não foi premeditado e nem consciente. No domingo, quando caiu minha ficha e me dei conta do que havia ocorrido, eu disse que queria morrer e talvez eu ainda queira.

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